O enorme casario sorriu, derramando, em simultâneo, uma lágrima marota. Ele estava a chegar e , desta vez, não era para uma visita, mas para tomar posse de um lugar que era seu. E ficar. Até ao fim.
Ninguém soube explicar a razão. Chegou e ninguém o viu! Poderá ter-se escondido no sol e, quando a lua chegou, ter dado um salto para o meio das casas, instalando-se, num ápice, na sua. Ou , simplesmente, o casario estava adormecido sob o imenso calor e não deu conta. O certo é que ele chegou. E, agora, todos sabem. Porque viram as saudades que trouxe, abandonadas à porta de casa. A pressa de chegar era tanta que esqueceu-se de guardá-las na arrecadação.
Excelente!!! ....
ResponderExcluirCR
Muito sentido.
ResponderExcluirMuito real.
Distraido, mas feliz.
ResponderExcluirTudo pode chegar, distraido, surpreendente e num ápice e no seu tempo mas nem tudo pode ser feliz.Os teus novos textos de um livro?????
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