sábado, 6 de outubro de 2012

Inventar

  Há quem invente passados. Grandiosos, eloquentes, heróicos e exímios na arte da suprema felicidade. Todavia, há quem viva preso a um passado desesperante, incapaz de criar cenários enfeitados de cores garridas.
  Eu limito-me a inventar o futuro. Com papel,  lápis,  borracha,  régua e  esquadro, vou riscando e apagando,  riscando novamente. Quando estiver cansado, farto, saturado de riscar e apagar, algo ficará estampado na folha. Um futuro inventado, pois claro. Veremos se coincide com a realidade.

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