Vestiu-se de branco, virou costas, partiu. Disse-me que ia passar o Fim de Ano a um lugar alegre, com gente animada. Que queria acção, imaginação; estava farta de abúlicos.
Eu, de pijama, enterrado no sofá, com um livro nas mãos, observei. Telefonou a um laparoto que a veio buscar à porta de casa; desceu e foi avenida abaixo de braço dado ele. Antes de pegar na carteira, também branca, e dizer adeus, deu-me um beijo na testa. Desejou-me Bom Ano. Estava feliz. Eu, não. Por tudo e por nada.
Sem ela, a minha existência não faz sentido. É como um mar sem água, um sol escuro, um nevoeiro sólido. Uma porta fechada, da qual se perdeu a chave.
Mas ela vai voltar, eu sei. Volta sempre!
Quando estiver cansada de festa e de gente fútil, regressará. Mais interessante do que nunca. Para se entregar a mim. Corpo e alma.
Afinal, é só mais uma vez. Só mais uma, entre tantas. Em que vira costas e vai. Mas volta sempre. Mais tarde ou mais cedo. Mas volta.
Que seria de mim sem a minha INSPIRAÇÃO?
(Foto de J.S.)
Ela nem chega a partir...em ti fica a essência, o saber; com ela vai a tentativa de busca de novas experiências. No final serás tu a comer dela!!!
ResponderExcluir...Gostei do texto!
Não fiques triste por anticipação, se sabes que ela volta, aproveita e descansa. Umas horas sem ela dá azo a que outros se inspirem por ti!
ResponderExcluirFeliz 2013, dizem que vai ser ótimo!
Maria Meneses
Sem a tua inspiração, o que seria de quem te lê!!!
ResponderExcluirParabéns!!!
Adorei.